23 outubro 2014

Novo álbum do Ok Go + Clipe Klaxons

   E aí, povo bom?! Prontos pra mais uma boa novidade? 


      Ok Go lançou disco novinho em folha na última semana, digno, na minha humilde opinião.
   O quarto álbum da banda norte americana, intitulado "Hungry Ghosts" já está disponível pra compra no Itunes e foi disponibilizado para audição através do SoundCloud, é sucessor de "Of the Blue Colour of the Sky" , lançado em 2010 e tem um estilinho mais elétrico  eletrônico nervoso do que o anterior, marcado por um sonzinho mais clean, umas músicas com um violãozinho mas marcado, algumas até mesmo com uma pegada folk. Algumas músicas de "Hungry Ghosts" chegam a soar como um mix meio crazy, algo como Daft Punk + La Roux.
Você pode ouvir as faixas do álbum AQUI:

     Ok Go, lançamento foda, mas quem não veio pra brincar mesmo foram os caras do Klaxons. Lançaram clipe novo da música "A New Reality", faixa integrante de seu disco de estúdio mais recente o "Love Frequency". O clipe é uma chapação total, Strobe light sem dó durante o clipe inteiro, não dá pra entender nada durante boa parte do tempo e a intenção é justamente essa. Vez ou outra enxergamos os integrantes com seus instrumentos, fazendo um som a la ~porralok no meio daquela fritação toda. No more mimimi:


18 outubro 2014

News: The Kooks + Kasabian + Foo Figthers

   E aí zamigos e zamigas? Sobreviveram a essa semana de lançamentos fodans? Tô me recuperando do choque ainda, mas arrumei disposição pra compartilhar com vocês minha empolgação com os últimos lançamentos.
   Eu não posso com isso não, vou tentar não perder o foco e a compostura com o lançamento do Clipe novo da música "Bad Habit", faixa do último álbum "Listen" do The Kooks. Que mulher  clipe é esse? Na verdade é uma pegada diferente do que estamos acostumados a ver nos outros clipes, quase soa como um teaser de ensaio sensual com modelo tatuada/preguiçosa/de camiseta masculina, sentiram a violência contra os corações dos fanzocos, né? Chega de lenga lenga, dá um confere.



   Outra história que deu uma abalada no "corassaum" foi esse Clipe de "Bow", faixa do ùltimo álbum do Kasabian, "48:13". Quem protagoniza unanimemente as cenas é o guitarrista Sergio Pizzorno  que, esbanja melancolia e aquela belezura que a gente nem se surpreende mais. Vocês podem conferir melhor AQUI.

   Tem Foo Figthers também com a Primeira música "Something from nothing" do futuro CD "Sonic Highways" que será lançado em Novembro. Foo Figthers é Foo Figthers até em baixo d'água, mantém uma identidade em qualquer circunstância, mas "Something from Nothing" tem uma pegada diferente de tudo, é notável, na minha opinião até meio "maomenos" se formos parar pra analisar o histórico de hits da banda, mas esse Dave com esse timbre de voz parece que salva qualquer música do abismo da normalidade, mais um pouquinho de  e salvava completamente, parece que quando a música se torna mais empolgante e o ouvido pede um clímax...é aí mesmo que o ritmo diminui, dá uma decepçãozinha, mas gostei, lidemos com isso e esperemos as próximas. 


   

Semana de boa na lagoa, mal terminou e já sinto falta, Saudades.

24 setembro 2014

Feast of friends: As portas ainda estão abertas!


  Mais brilhante do que qualquer outra estrela, Jim Morrison deu voz ao The doors por apenas cinco anos, anos estes que foram suficientes para que, perdoem-me o trocadilho infame, as portas nunca se fechassem para eles. Após a explosão de seu primeiro álbum em 1967 ("The doors"), a banda inicou as gravações de um documentário sobre eles mesmos e que finalmente será lançado, após 46 longos anos de adiamento devido a uma série de complicações envolvendo Jim, jovem problemático, que supostamente teria mostrado seu corpinho nu em um show em Miami (1969), são apenas rumores, alguns chegam a dizer que isso nunca aconteceu...mas de qualquer forma, o filme nunca foi finalizado até porque dois anos depois Jim morre. 
   Recheado de bônus fantásticos com takes do filme original da banda jogando poker e gravando "Wild Child" em estúdio e outras cositas más, o documentário intitulado "Feast of Friends", será lançado em DVD e Blu-ray, totalmente remasterizado e segundo as próprias palavras de Jim, eles não estavam fazendo-o, "ele meio que estava fazendo a si mesmo" (vide trailler). Além disso, o lançamento também incluirá "The doors are open" um documentário de 1968 sobre o último concerto da banda em Roundhouse (Londres), conteúdo também restaurado e remasterizado.
   Um fato é inegável: As portas ainda estão abertas. Segundo Ray Manzarek (tecladista e fundador da banda) em uma entrevista para a Rolling Stone (2013), todo o interesse que ainda existe e gira incessantemente em torno da banda se dá por uma série de motivos, entre eles a representação da liberdade e verdade: "Fizemos a música da geração que cresceu nos anos 60 e quebrou as barreiras políticas, sociais e sexuais. Presenciamos um monte de revoluções comportamentais. A banda marcou aqueles tempos em que a guerra do Vietnã comia solta e Martin Luther King era assassinado... Ouvir The Doors é como fumar o primeiro baseado." É isso aí, Ray! The doors are still open e em 11 de Novembro, com o lançamento oficial do documentário, elas estarão escancaradas, pra alegria dos eternos fãs que aguardam ansiosamente pra ver um pouquinho mais de The doors. Enquanto isso, acho que o Trailler da conta de preservar a sanidade dos aficionados. 



Espero ter acalmado alguns ânimos por aí...


21 setembro 2014

#10AnosdeAmericanIdiot

 
  Preguiça e desânimo hoje não rolam, não é um simples domingo de tédio/ressaca dos jovens que viveram os anos 2000 ao som do dramático deboche do Punk Rock de Billie Joe, é simplesmente dia 21 de setembro de 2014, décimo aniversário de um dos álbuns mais incríveis, desafiadores e bem construídos conceitualmente que eu , na minha humilde inexperiência, já ouvi. HAPPY B-DAY, AMERICAN IDIOT, happy B-day, Saint Jimmy!  
   Com um referencial girando em torno de The wall (Pink Floyd), Tommy (The Who) entre outros álbuns, American idiot nem mesmo era pra ser American idiot e sim "Cigarettes and Valentines" se alguém não tivesse surrupiado as 20 músicas escritas para o projeto e também se não fosse a sábia e desafiadora decisão de construir um novo projeto, do zero, diante de tal frustração. 
 A primeira faixa escrita foi a que intitulou o álbum, "American Idiot" canta "Bem vindo a uma nova forma de tensão, por toda parte na alienação [...] Nós não somos aqueles que parecem seguir, para isso o suficiente é argumentar." denunciando a rejeição não só a administração de George W. Bush, que acreditavam não representar os interesses gerais dos americanos mas também a sociedade americana contemporânea em geral, iniciando também a história de uma espécie de Alter ego de Billie Joe, Saint Jimmy que, acredito eu, surgiu de uma vontade de ter seu próprio Tommy (se The Who pode, Green Day também!). 
  Passando pela piração inicial de American Idiot e Jesus Of Suburbia, Holiday só segura a onda pra quebrada de "Boulevard Of Broken dreams" e "We Are the Waiting", o disco vai da maluquice hard até a baladinha chiclete nessa transição cheia de efeitinhos e coros que, vez ou outra, me tiram lágrimas dos olhos. 
  Como de costume, nada permanece muito calmo por tanto tempo. "St Jimmy" poderia facilmente ser confundida com alguma faixa do Rancid e retoma o nervosismo musical incial. "Give me Novacaine" é linda, mas pra mim só dá uma equilibrada nessa insanidade toda (haha) assim como as seguintes antes de "Letterbomb" que canta " Nobody likes you, everyone left you, They're all out without you having fun" destruindo corações sensíveis por aí...Até que "Wake me Up when September ends" chega pra neutralizar, linda, mas foge um pouco ao conceito do álbum, é algo mais pessoal (sobre a morte do pai de Billie quando ele era criança).
  "Homecoming" é a ponte, canta "The Death Of St. Jimmy" como se "Nobody cares" passando pela Rua 12ª Leste, tudo isso por um motivo: ", Nobody's like you" (pobre Jimmy), nem mesmo sua "Rock and Roll Girlfriend".  "We 're coming home again" é o último segmento e eu não consegui encaixar em um trocadilho :/.
  Enfim, chegamos ao desfecho da história com "Whatsername". Refrão melancólico, chiclete sing-along conquistador de corações já fragilizados pela triste história de Jimmy e toda insatisfação, porralouquice e revolta embutida nas faixas anteriores.
  Sem sombra de dúvidas "American Idiot" é um disco emocional, mas mostra o lado mais "I don't care" dos músicos. Vou deixar essa belezoca aqui pra vocês chorarem de emoção comigo nessa data tão especial. Feliz aniversário "American idiot"!




17 setembro 2014

O paraíso problemático/nostálgico de La roux

   Oi povo bom! Hoje o esquema aqui vai ser um pouco diferente, andei escutando o novo disco da banda britânica La Roux e foi mais forte do que eu, cá estou então pra apresentar à vocês o meu mais novo (tá, nem tão novo) queridinho. Sob o título de "Trouble in paradise" o álbum conta com 9 músicas que claramente desconstroem toda a ideia do álbum anterior (La roux, 2009) e ao mesmo tempo reconstroem ao passo que são usadas referências do mesmo pra marcar a ruptura (musical e estética). 
  É claramente perceptível a pegada 80's e a tentativa de fuga da automaticidade da industria pop atual, as faixas diferem sutil porém significativamente das do primeiro disco (as melodias continuam chiclete, mas nem tanto), com exceção de  "sing your name", que lembra aquela pegada de "Quicksand" que já estávamos acostumados a ouvir. "The feeling" mata aquela sede dos característicos falsetes de Elly Jackson. "Tropical Chancer" e "Cruel Sexuality" são duas que, em minha humilde opinião, denunciam a vibe mais crua, menos nervosa do novo disco. 
   Quando, no título do post, atribuí ao álbum o adjetivo "nostálgico" eu não pensei somente na vibe anos 80, nem na sequência de referências em ruptura com o álbum anterior, mas também pela faixa "Paradise is you" que possui uma pegada melancólica que juntando com todos os fatores citados antes, pra mim, daria uma trilha sonora perfeita pro momento exato (now) em que escrevo este post hahaha. Palhaçadas à parte, vamos ao que interessa? Ta aí ó, o álbum completo e de brinde o recém lançado clipe de "Kiss and not tell" todinhos procêis!







08 setembro 2014

Roleta Russa


 Hoje eu acordei assim, afim de lançar mão de qualquer vestígio de malícia pra esquecer os pesares da inocência. A beleza está nos olhos de quem enxerga e não de quem vê, da mesma forma que o coração que sente talvez não seja este mesmo. Resisto com firmeza a vontade de ir até você e ser o que eu sou, prefiro a frieza e seriedade que não serão mal interpretadas. Até dá pra sorrir, mas a sinceridade é algo que não se vê faz tempo. 
  Tirar a máscara do orgulho é uma tarefa difícil como não achei que fosse, você tá ali e eu aqui, olhares sem rumo apenas contando com a sorte para que não se encontrem, se acontece o disfarce é certeiro. Mas não é convincente. As coisas acontecem e eu nem vejo, cada movimento só retém minha atenção se for seu, pois ela também é sua. Admito em segredo. 
 Todo cuidado é pouco, qualquer risco é assumido desde que estejamos nessa faixa de gaza que é o espaço entre nós e que por mais temível que seja é melhor que a distância, por mais ridículo que seja é melhor do que a ausência, pior, por mais indiferente que façamos parecer é sempre relevante.
  Talvez sejam estas palavras as que não deviam ser lidas, tô delatando nosso jogo, nossa gracinha, a inconsequência do dia, expondo as regras e possibilidades de vitória, revelando de bandeja minha estratégia final, mas que seja, o jogo é nosso e só jogamos nós. A roleta é russa também e você perdeu sua vez...ou talvez só tenha adiado. 

22 agosto 2014

Transcedência


  Quando tudo o que você quer é enlouquecer e esquecer de tudo, os acordes se organizam em uma ordem natural construindo sons capazes de transformar cada gota de lágrima, cada angulo de um sorriso ou uma simples inexpressão em algo positivo. Um positivo relativo, que mesmo se pra você for o negativo, vale a pena.  
  Algo me diz que headphones foram planejados para armazenar problemas e externar soluções em um fluxo bidirecional em que todas as perturbações se esvaecem ao longo de cada arranjo ao passo em a harmonia se constitui. Que se foda o resto, é um momento seu e é sempre válido! Mas é sensacional quando cada centímetro do seu corpo se envolve num mix de sensações que beira a transcendentalidade de um orgasmo. Querer fugir do mundo não é um ato condenável e a música é o catalizador da reação em que seu corpo é a base do sistema. 
  A cada frase que escrevo um arrepio diferente percorre a alma, quando só o ato de descrever a sensação te envolve e o corpo para de responder de forma racional o espetáculo chega ao ápice. Quem disse que o irracional é ruim? As vezes enlouquecer vale a pena, perder o juízo causa boas experiências e a irracionalidade pode ser uma das melhores sensações do mundo! Relaxa, para de pensar besteira, tira essa rigidez da cabeça, as coisas não precisam ser tão sérias.
  Tem uma festa acontecendo na minha cabeça e só nós dois fomos convidados.